A história de Ozilene
Tem uma coisa que pouca gente sabe sobre mim: fui perdendo a minha visão pouco a pouco, desde os 10 anos de idade, até ficar completamente cega.
Hoje, com 54 anos, eu moro com meu filho aqui em Palmas, mas ele passa o dia todo trabalhando, e a cegueira total transformou cada tarefa simples em perigo. Cozinhar, por exemplo, virou um risco — já me queimei no fogão mais de uma vez, sem ninguém por perto para me ajudar.
Além de não ver, ainda enfrento pressão alta, diabetes e uma bactéria no estômago que precisa de tratamento. Vivo só da minha aposentadoria, e o dinheiro não é suficiente nem para o básico. Tem dia que a única coisa que sobra na minha geladeira é farinha e água.
Agora, o médico me disse que preciso de uma cirurgia urgente para remover um crescimento que não para de avançar em um dos meus olhos. Também preciso trocar as duas próteses de vidro que uso — a que tenho já está vencida, com 12 anos de uso, e nunca foi substituída.
Por meio dessa campanha, eu peço a sua ajuda. Eu preciso dessa cirurgia — ela vai aliviar minha dor e me devolver um pouco da vida que a cegueira foi tirando de mim, dia após dia.
— Ozilene, em depoimento à equipe do Instituto Alvorecer, durante visita em Palmas (TO)